Com 16 anos de consultoria conseguimos mapear as principais inadequações ergonômicas dentro das empresas. Confira!
Quando falamos em ergonomia, muitas empresas imaginam imediatamente grandes investimentos, mudanças estruturais complexas ou projetos caros. Outras sequer imaginam que problemas aparentemente simples do dia a dia podem gerar grandes impactos na saúde, conforto, produtividade e desempenho das equipes. Confira neste conteúdo quais recomendações ergonômicas mais aparecem durante nossas avaliações, nos mais diversos segmentos.
1. ILUMINAÇÃO
A iluminação inadequada é um dos problemas mais recorrentes nos ambientes de trabalho. E muitas vezes ela passa despercebida porque o colaborador “se acostuma” com o ambiente. Segundo a NR17, os ambientes internos devem possuir níveis mínimos de iluminamento conforme a NHO 11. Um ponto importante é que a necessidade de iluminação varia conforme o tipo de atividade executada. Ambientes administrativos com leitura e digitação constante normalmente exigem níveis maiores de iluminância do que áreas de circulação, armazenagem ou atividades operacionais mais simples. Atividades de inspeção, precisão ou montagem fina podem exigir valores ainda mais elevados.
Além do valor medido em lux, a ergonomia também avalia fatores como:
• Reflexos em monitores;
• Excesso de contraste;
• Sombras no campo de trabalho;
• Luminárias mal posicionadas;
• Ofuscamento;
• Distribuição irregular da iluminação.
Os impactos vão muito além do desconforto visual: Fadiga mental, dores de cabeça, aumento de erros operacionais, perda de concentração e maior sobrecarga cognitiva também podem estar relacionados à iluminação inadequada.

Muitas vezes, esses sinais aparecem em verbalizações da equipe, queixas de cansaço visual, aumento de retrabalho ou até em relatórios de atestados relacionados a cefaleias e fadiga excessiva. Para a maioria dos casos pequenas ações já trazem melhorias importantes:
• Limpeza de luminárias;
• Troca de lâmpadas queimadas;
• Redistribuição dos pontos de luz;
• Uso de iluminação complementar;
• Ajuste do layout para evitar sombras e reflexos
2. ELEVAR O PLANO DE TRABALHO
Outra recomendação extremamente frequente está relacionada à altura inadequada das superfícies de trabalho. A NR17 estabelece que os planos de trabalho devem proporcionar boas condições de postura, visualização e operação.
Na rotina operacional, ainda é muito comum encontrarmos atividades realizadas:
• Muito próximas ao piso;
• Com necessidade de flexão constante da coluna;
• Em posições agachadas;
• Com alcance ou pegas em alturas desfavoráveis.
O problema é que o corpo até consegue executar essas tarefas por períodos curtos. O risco aparece na repetição diária.
Quanto maior a frequência da flexão lombar, maior a sobrecarga acumulada sobre discos intervertebrais, musculatura e articulações.
Por isso, recomendações como estas aparecem constantemente em nossos relatórios:
• Elevação de bancadas;
• Uso de paleteiras pantográficas;
• Carrinhos com regulagem de altura;
• Adequação da altura de pega e deposição;
• Reorganização do layout e da área de alcance.
3. TREINAMENTOS OBRIGATÓRIOS
Um dos pontos mais negligenciados nas empresas ainda é a capacitação de ergonomia. Muitos não sabem, mas a NR 17 determina que postos com transporte manual de cargas, teleatendimento e operadores de checkout, recebam treinamento de ergonomia específico para sua área.
Na prática, encontramos frequentemente:
• Colaboradores sem treinamento;
• Treinamentos desatualizados;
• Equipes que desconhecem ajustes corretos do posto;
• Uso inadequado de mobiliários e equipamentos;
• Técnicas incorretas de movimentação manual de cargas.
E aqui existe um ponto importante: Ergonomia não funciona apenas com adequações físicas. O comportamento do trabalhador também faz parte da prevenção. Por isso, além das avaliações ergonômicas, nós oferecemos nossa solução contínua de capacitação, através da plataforma EAD, que facilita reciclagens, treinamentos de novos colaboradores e atualização periódica das equipes.




